O tratamento e os programas de auxílio

Boa tarde!

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca o próprio corpo, neste caso, a bainha de mielina, que é uma camada protetora que envolve o neurônio. Quando a bainha está desgastada, os impulsos neurológicos se dispersam e o neurônio fica desprotegido, podendo ser atacado e danificado.

Durante muito tempo, não havia medicamentos para tratamento contínuo na tentativa de impedir novas incidências, restando ao paciente com esclerose múltipla apenas esperar os chamados surtos, momentos em que os sintomas aparecem, e tratá-los uma alta dose de corticóide, anti-inflamatório que suprime o sistema imunológico.

Hoje, somos privilegiados, pois podemos contar com medicamentos para impedir novos surtos, como imunossupressores e imunomoduladores. Como eu já tinha dito, optei por fazer o tratamento com o Copaxone (acetato de glatirâmer), que é um imunomodulador, isto é, vai “ensinar” o sistema imunológico a não atacar a bainha de mielina e, portanto, os neurônios. Este medicamento é produzido pela TEVA Farmacêutica, a qual oferece o Programa de Atendimento Continuado, PACO, que conta com uma equipe especializada de profissionais de saúde, que podem visitá-lo em sua residência caso tenha dúvidas em relação ao tratamento. Além disso, eles oferecem também, sem custo algum, uma bolsa térmica para transportar seu medicamento com segurança, um vídeo de orientações sobre a aplicação, um guia de tratamento para auto-aplicação e outros materiais de apoio que o auxiliarão no processo de adaptação. Caso você queira entrar em contato com o PACO, pode recorrer ao site: http://www.infopaco.com.br/ ou ao telefone: 0800-772-2660
Caso você já faça uso desse medicamento, deve saber que é preciso fazer o rodízio dos locais de aplicação! Recebi há pouco tempo a visita de um enfermeiro do PACO que insistiu em me lembrar que não é possível aplicar sempre nos mesmos lugares, pois isso afeta até mesmo a absorção pelo nosso organismo, chegando a impossibilitar que continue aplicando neste local! Pela comodidade, eu sempre aplicava na perna, mas fui repreendida, devo evitar por um tempinho! Para facilitar esse rodízio, eles disponibilizam um caderno para marcar onde foi feita a aplicação e assim, não se enganar.
Lembrem-se que ainda há muito o que ser descoberto a respeito da esclerose múltipla, e programas como esse fazem parte de pesquisas de laboratórios que estão em busca de melhorias na nossa condição de vida. Portanto, devemos nos comprometer em auxiliá-los, passando informações sobre o que ocorre conosco.
Espero que a adaptação a essa nova condição de vida seja cada dia melhor, tendo em vista sempre as conquistas e não as dificuldades! Creio que em breve nem enxergarão mais as últimas!
Finalizo mais uma vez com palavras de Sacks:
“Estas são histórias de sobrevivência em condições alteradas, por vezes, radicalmente alteradas – sobrevivência possível graças a nossos maravilhosos (e às vezes perigosos) poderes de reconstrução e adaptação.”

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