EMvolva-se

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Esta é a campanha da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla para a inclusão de novos medicamentos no tratamento da doença, em especial os de via oral. Como podemos ler no site da Avaaz, responsável pelas assinaturas da petição, “A ABEM está engajada na coleta de assinaturas em uma petição pública que visa sensibilizar as nossas autoridades governamentais para que seja incluída mais uma opção de tratamento oral na rede pública de todo o Brasil. Mais do que uma nova opção para o tratamento da Esclerose Múltipla, estamos falando de um tratamento oral que traria um enorme impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes que atualmente fazem uso de medicamentos injetáveis. Além de administração mais complexa, os medicamentos injetáveis necessitam de outros cuidados como o de armazenamento refrigerado, por exemplo.”

Mas por que isso é importante?

Os medicamentos disponíveis tem a classificação de “alto custo”, sendo disponibilizados apenas pelo governo. Como foi lido acima, eles são injetáveis e exigem controle de temperatura, o que dificulta um pouco a vida do paciente (apesar de a existência dele ser uma bênção!). No entanto uma descoberta recente alegrou a vida de muitos: a opção de um remédio oral! Sem agulha, sem dor, sem geladeira!! Mas ele continua tendo a classificação de “alto custo” e não se compra em farmácias!

Um dia, na faculdade, primeiro ano tomando Copaxone, esqueci de aplicar a injeção à noite… No dia seguinte, levantei cedo, fui na academia e, quando voltei, me lembrei! Fiquei extremamente preocupada, pois sempre me disseram que eu não podia deixar de tomá-lo, senão teria um novo surto! Imediatamente, apliquei a injeção, pensando que estava fazendo o melhor para minha saúde! Porém, não estava…

Quem tem algum conhecimento de medicina (acho que biologia basta) sabe que exercícios físicos levam à vasodilatação. Ao aplicar o remédio, este foi absorvido muito rapidamente pelo meu organismo, ocasionando uma reação: palpitação, dificuldade de respirar, dor no peito, náusea…

Eu relatei minha experiência para instruir os pacientes em tratamento: NUNCA aplique depois de qualquer atividade física (segundo os atendentes do PACO, depois do banho também pode levar a uma reação). Além disso, imagine se fosse um comprimido, provavelmente não teria essas restrições! Então, mais um motivo para apoiarmos a campanha da Abrem pela inclusão desse novo medicamento! Basta clicar no link, será redirecionado para a página da web em que assinará a petição!

Por melhor que seja a ideia de mudar o medicamento, o médico responsável pelo seu tratamento deve ter uma boa razão para essa mudança. Segundo o meu médico, ele não fará qualquer troca enquanto o Copaxone estiver fazendo efeito, pois poderia levar a um novo surto. Confie, portanto, no profissional da saúde que está cuidando de você! Ele, com certeza, se preocupa muito com o seu bem estar!

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